hipertexto

por que se

é ator

se faz poemas

ou isso tudo que produz

efeitos - e

tudo não produz?


porque

não deixar

que tudo se molhe

com esta força

...


engraçado,

já não transo mais com este

verso

não encontro mais meu sexo neste

texto

e tudo vai confluindo e se misturando

o mundo começa com um fim. E a partir dele - não do fim, mas do que começa depois - é que a possibilidade final é posta para nunca ser concretizada porque um novo passo é um espaço para um novo fim, mas este fim que nasce, já carrega o seu próprio fim. Este precipício é o início, e não cabe a queda prever a altura do chão. Esses fins intensificam os meios, multiplicam pelo calor de suas colisões - e pelo congelamento de suas de seus gestos - as possibilidades de se chegar no fim do fim ou no irmão mais agraciado até mesmo no ardiloso bandido mascarado, aquele que sempre está pra nascer: o início do início. Começa-se um poema por conta de uma frase e já se encontra em um dilema que sabe que não vai viver para ver o fim - e tampouco é o fim que gostaria de ver, mas o que começa depois do fim. O início do início, o pré-começo a antevida - o ancestral mais distante da terra prometida - que nunca chega porque é uma promessa e elas são eternas para que ainda alimentem corações.


o fim é o que todas as pessoas sabem mas não conhecem. Descrever o fim é sempre imaginar nunca prever Já está visto e assinado assim que se nasce mas o início aquele só é anunciado quando o fim se finaliza este sim não podemos nem sequer imaginar porque a imaginação e o pensamento chegam ao fim Advinhar o futuro não é saber o que se começa mas um truque de quem sabe que tudo termina Profecia é jogo de certo ou errado Mas acertar é triunfal porque confirma uma certa proximidade com o incontrolável um flerte com o desconhecido que todos assumem existir e estar neste grupo é tentador


fim

© 2020 por Caio Ribeiro

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