Colecionador de Tempestades

Carlini & caniato 2017

    O que poucos sabem é que ‘Colecionador de Tempestades’ não é meu primeiro livro. O meu primeiro se chama ‘O Porão da Alma’, foi publicado em 2015 pela Clube de Autores, uma editora online que auxilia e facilita a publicação de títulos para autores sem recursos e estreantes.

     Agora, depois de dois anos e transformado pelo tempo e pelas minhas experiências, retorno com Colecionador de Tempestades, que é exatamente o que o título diz.: São tempestades que foram experenciadas e transformadas em poemas. No livro, a escritura é intrinsecamente ligada as minhas experiências cotidianas, como se eu só existisse quando me registrasse nestes poemas-cotidianos-urgentes. O livro é essa coleção de pequenas tempestades em que me molhei durante 2016 e 2017. As poesias do livro são quase que autobiográficas, pois saúdam aniversários, choram em términos de namoros, entristecem com alguém que partiu e, principalmente, exploram a capacidade de amar e renascer.

    Encontrei na poesia visual a importância do poema-processo, onde a disposição das letras, palavras e versos são construídas na página, um trabalho completo onde a soma das partes se torna maior que o todo. Colecionador de Tempestades é um período da minha vida.  É quase que biografia e, quem me conhece, pode ser que se reconheça em uma daquelas páginas.

Lançamento: 18/08/2017 na Academia Mato-Grossense de Letras / Iª Conferência Municipal Sobre Literatura Mato-grossense Contemporânea, UNEMAT (Barra do Bugres) / Casario (Rondonópolis)

Textos sobre o livro

Colecionador de Tempestades é um conjunto de hai-kais-registros num percurso afetivo de um poeta que junta sensações para depois ver o que faz com tudo isso. E Caio é esse poeta, sempre observando o que está em volta como se selecionasse e escolhesse os acontecimentos utilizando seu medidor anárquico de realidade. Sua escrita está carregada de experiências, momentos, atravessamentos, registros do cotidiano e do extracotidiano, tudo com a máxima urgência do agora. Reservar um tempinho para esses poemas é como colocar a língua pra fora e deixar a chuva pingar na boca.

Juliana Capilé

A condição utópica da miséria humana é descrita neste livro com tal simplicidade que a leitura pode ser feita como se o conteúdo fosse propício para ser compartilhado em um clube de leitura de senhoras de 80 anos. Mas não é. Como todo bom escritor, Caio Ribeiro é um cínico. Desacreditado da condição do homem, as pessoas retratadas nos poemas são inócuos objetos sem nenhuma latência, opacos e ocos. Machucados pela história e escravizados pelo sistema, os seres que povoam o imaginário de Ribeiro doem nos olhos do leitor, pois refletem, de maneira fidedigna, o insustentável sofrimento que é a jornada da vida. Passar pela vida é uma luta diária. A cada minuto, a cada segundo, uma fisgada no peito, um AVC à espreita.

O tempo de Caio não dá espaço para o respirar. A corrida em direção ao precipício, o afogar lento e melancólico, o concreto descontruindo. Tudo milimetricamente calculado. A frieza doce do abraço da experiência de vida como um convite inocente se faz a cada poesia. Seu texto é uma surpresa incessante. Mas existe, a cada ponto, na sensualidade de cada vírgula, uma faísca de esperança, de que tudo pode recomeçar, pois tudo, em alguma verdade, é isso mesmo: o recomeço. Para Ribeiro, é um bom (re)começo.

Rodrigo Meloni

Fotos e Vídeos

Participação do Colecionador de Tempestades no programa Palavra, da Tv Assembleia. O recorte do livro está no último bloco do programa, a partir do minuto 22:35

Mídia 

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