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Já ouviu falar da Revista Zunái? Não? Então a hora é agora!


Zunái é uma publicação comprometida com a inovação estética e temática e com a “batalha das ideias”, divulgando o que há de mais experimental e perturbador na literatura e no cenário cultural brasileiro. A Revista Zunái é um periódico eletrônico que publica textos literários inventivos na poesia e na ficção, ensaios sobre temas culturais, traduções, entrevistas e trabalhos de fotógrafos e artistas visuais. Em sua primeira fase, a revista, criada em 2003, tinha o endereço Revista Zunái. Para comemorar o seu décimo aniversário, Zunái mudou de endereço e de projeto visual, e sua equipe mudou — fundada por Claudio Daniel e Rodrigo de Souza Leão (falecido), com projeto de arte de Ana Peluso e atualização por Mariza Lourenço. Entre 2013 e 2019 a revista estava publicada na plataforma Tumblr, editada por Claudio Daniel e Andréia Carvalho Gavita.


Em sua terceira versão, atualizada em 2020, a revista utiliza a plataforma Wix e tem o seguinte corpo editorial:

  • Editor de conteúdo: Claudio Daniel

  • Editora de multimídia: Andréia Carvalho Gavita

  • Conselho Editorial: José Kozer (EUA), Reynaldo Jiménez (Argentina), Víctor Sosa (México), Armando Roa Vial (Chile), Abreu Paxe (Angola), Michel Sleiman (SP), Maria Esther Maciel (MG), Ronald Polito (MG), Jorge Lúcio de Campos (RJ), Contador Borges (SP), Douglas Diegues (MT), Nelson de Oliveira (SP), Thiago Ponce de Moraes (RJ), Lígia Dabul (RJ), Izabela Leal (RJ), Simone Homem de Mello (SP).

E tem poemas inéditos publicados na mais recente edição da revista (dezembro, 2020). Clica AQUI pra acessar e conhecer esta revista incrível!



o sol do céu

sobre mim


o sal do mar

sobre mim


a praia

sobe o meu corpo


um grão de areia

inaugura meu

deserto mais íntimo



não contam que

a areia nos acompanha por cem mil dias

nem que o sal nunca sai dos cabelos

que os cílios dançam conchas

e que as ondas

são tão longas

que

não

terminam

na praia

mas no peito


o cais

anda

a onda

caos.


santíssima trindade:

vento, onda, vela


a noite termina

numa fogueira de homens do

mar


o peixe que não comi

estava tão bom e

as ondas são

tão longas que

não

terminam

na praia.



Deitado tão lúcido olhando um horizonte tão pálido escrevendo tão fútil poemas tão vagos

um trago tão ácido escorrendo o perfume tão útil pela boca tão fácil de um homem tão único.


Escondido num álibi a força de uma dúvida uma vida longa e íngreme mas um futuro tão míope quem dera por descuido próximo o destino e sua música curvatura e ângulo me deixassem por último

neste fio de história.


A carteira inóspita preocupando meu fundo o tempo nunca físico se desfaz em ondas de plástico.

Minha mão alcança o antídoto e bebe em goles flácidos a boca pede o líquido o corpo sonâmbulo é só mágoa.


Um silêncio de múmia seria saída tão mágica e o toque de pétala para um olhar tão analítico seria tão sério mesmo sendo tão sísmico.


* poema escrito em 21/07/2019 as 11h21.

© 2025 por Caio Augusto Ribeiro

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