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folias espaciais

e você permanece

noturnas valsas

e você não se mexe

é assim que deve

ser isso

talvez alguma coisa maior

que eu ou você

mas habita

entre

uma palma e outra

de cada mão


é assim que deve

ser

ou só

por enquanto.

"Dispersei-me no tempo cuja ordem ignoro"


a redenção de agostinho me assusta e atrai.

a boemia convertida em filosofia e fé.

santo vagabundo

como um lindo diabo lendo um livro

a tua guerra justa

o teu pecado original

nada fazem jus

a pausa que me entrego

antes do final.

derrapo

e ainda vacilante

descubro o

desequlíbrio

e seus diamantes


a dobra do corpo

não se faz unânime

ante o âmago

que a horizontaliza


não desviar

mas olhar

para o desvio


viver um livre

desatino

de deserto

e estender o certo

como deserção


o acidente como

proposta de vida

o acaso como um

professor despreocupado


descobrir a cura a partir

de alguns venenos

e saber que nem tudo o que é pequeno

pra sempre o será.


cair mais uma vez e

na dúvida

uma segunda e outra terceira.


é assim.


© 2025 por Caio Augusto Ribeiro

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